
Venho para falar de música. Eu poderia vim falar de Gal, mas hoje ainda não será um de seus dias. Escolho abrir com aquela por quem primeiro me apaixonei musicalmente: Maria Bethânia. E não só porque ela foi a primeira. Mas pelo fato de depois de tanto tempo, perceber que não a conhecia. Comecei a pesquisar a Bethânia do final da década de 60 pra início da década de 70. Todo o charme da voz MULHER-nordestina-sapatão-explorada rústica, já anunciado em De Manhã (Compacto Carcará/De Menhã), que por acaso ouvi - e marquei - no dia da manhã de despedida da Europa. Cheguei, com amigos, a duvidar se seria ela em Canta Noel Rosa. Graças da vida que sempre me farão rir... Essa semana encontrei em Maria Bethânia - 1969 uma Bethânia macumbeira. Deparei-me com A Tua Presença, que é aberta com uma misteriosa Bethânia, seguindo Jesus Cristo cantado por uma macumbeira e uma discreta guitarra massa de fundo. Hoje eu consagro essa redescoberta com Edu & Bethânia, um álbum incrível, que recoloca Maria Bethânia em um lugar de onde ela nunca devia ter saído - Genial!! Vozes sublimes em Cirandeiro. A melhor versão de Pra Dizer Adeus. Suave e forte em Borandá. A melhor voz de suas fases!