sábado, 11 de junho de 2011

Nada melhor para um retorno que a introdução de um novo...



Venho para falar de música. Eu poderia vim falar de Gal, mas hoje ainda não será um de seus dias. Escolho abrir com aquela por quem primeiro me apaixonei musicalmente: Maria Bethânia. E não só porque ela foi a primeira. Mas pelo fato de depois de tanto tempo, perceber que não a conhecia. Comecei a pesquisar a Bethânia do final da década de 60 pra início da década de 70. Todo o charme da voz MULHER-nordestina-sapatão-explorada rústica, já anunciado em De Manhã (Compacto Carcará/De Menhã), que por acaso ouvi - e marquei - no dia da manhã de despedida da Europa. Cheguei, com amigos, a duvidar se seria ela em Canta Noel Rosa. Graças da vida que sempre me farão rir... Essa semana encontrei em Maria Bethânia - 1969 uma Bethânia macumbeira. Deparei-me com A Tua Presença, que é aberta com uma misteriosa Bethânia, seguindo Jesus Cristo cantado por uma macumbeira e uma discreta guitarra massa de fundo. Hoje eu consagro essa redescoberta com Edu & Bethânia, um álbum incrível, que recoloca Maria Bethânia em um lugar de onde ela nunca devia ter saído - Genial!! Vozes sublimes em Cirandeiro. A melhor versão de Pra Dizer Adeus. Suave e forte em Borandá. A melhor voz de suas fases!

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